Todos os posts em: Receitas

O Segredo do meu Chapati

Outro dia estava no templo com a minha filha, era festival com Sripad Sajjana Maharaja e eu a tinha levado para que ele a conhecesse. Já estávamos tomando prasadam, no final do festival, quando um grande e querido amigo, ao olhar a cara dos chapatis que estavam sendo servidos ao Maharaja – que não eram lá essas coisas, duros e secos – me perguntou timidamente qual era o segredo do chapati. Na hora eu disse que era a manteiga, mas não é não. Fiquei com pena dele e resolvi colocar essa receita, bem simples, para que qualquer um possa fazer… Sem medo. Chapati, literalmente, quer dizer: “pão fino cozido na frigideira com a palma da mão”, originalmente uma palavra persa, que quer dizer “um tapa”, passou a ser usada para se referir ao dito cujo, pois ele era feito ‘aos tapas’ em cima da frigideira – que não tem a cara que tem hoje. Era um fogão à lenha com uma chapa de aço grande em cima, onde os chapatis eram amassados e estapeados até …

Samosas Perfeitas

A samosa é um pastelzinho frito, recheado com batatas, couve-flor, lentilhas, ervilhas, nozes, pinhão, com um tempero picante e característico. Seu tamanho e consistência variam, mas normalmente possui um formato triangular. Elas surgiram no oriente médio antes do século X, e mais tarde foram introduzidas na Índia na época do Sultanato de Delhi (1206 a 1526) quando os cozinheiros árabes tiveram que migrar para trabalhar nas cozinhas do Sultão e da nobreza. As samosas indianas surgiram em Uttar Pradesh, no norte da Índia, são vegetarianas e quase sempre acompanham um chutney ou uma raita, senão ambos. A samosa, hoje em dia, é aperitivo mundialmente conhecido.

Arroz Aromático

O arroz é um mais antigos alimentos consumidos no mundo, apesar das variantes africanas só terem chegado ao Brasil com os colonizadores portugueses, os registros mais antigos datam o início do cultivo do arroz a algo entre 13.000 a 8000 anos atrás na região do vale do rio Zhu Jiang, no sul da China. A minha relação com o arroz data de bem menos tempo. Quando criança, minha mãe era conhecida por fazer o melhor arroz já conhecido, desses de comer “purinho”. Ela cozinhava o arroz com um refogado de alho e cebola, tempero super tradicional no Brasil. Hoje, por não comer nem alho e nem cebola há uns 15 anos, descobri que existem milhares de maneiras de se preparar um bom arroz. Ele pode ser neutro e sem tempero para “quebrar” o sabor de certos pratos de tempero forte, ou pode ser uma verdadeira orquestra de aromas e sabores. Aqui vou passar a receita de uma versão aromática, que eu fiz pela primeira vez para o Senhor Jagannatha, ainda nos idos tempos da ISKCON.